29/1/08
Saiba como as vacinas agem no organismo

Os casos cada vez mais freqüentes de febre amarela no País têm colocado em discussão o tema sobre vacinas, já que esta é a única forma de se prevenir da doença. Algumas pessoas, talvez por desconhecimento, acabam recebendo doses em intervalos menores do que os recomendados (a chamada superdosagem), e ainda, há quem fique com medo de ser medicado para não adquirir a enfermidade.
O médico Jean Carlo Gorinchteyn, infectologista do Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia, explica que as vacinas são preparações criadas para estimular uma resposta imunológica do organismo diante de um vírus ou bactéria para prevenir doenças.
"Vacinas pressupõem um sistema imune competente para produzir os anticorpos e condicionar as células a se prepararem contra o agente agressor", complementa o infectologista Jacyr Pasternak, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Segundo Pasternak, a superdosagem pode causar problemas. "Vacinas de vírus vivo atenuado, quando dadas em indivíduo já vacinado, não costumam dar problemas pelo vírus em si, mas pelos produtos que vão junto com a vacina, que é o que ocorre com os revacinados de febre amarela", explica.
Os especialistas alertam que embora existam contra-indicações para a vacinação, normalmente elas são pontuais e específicas para cada vacina. "A que combate o HPV, por exemplo, é contra-indicada para quem já teve contato com o vírus. Gestantes, pessoas em tratamento oncológico com quimioterápicos ou com uso de corticóides não podem receber vacinas com vírus vivo atenuado (como a da febre amarela)", esclarece o infectologista Gorinchteyn.
De acordo com Gorinchteyn, alguns "mitos" estão relacionados à questão das vacinas. "Algumas desinformações devem ficar esclarecidas para evitar que as pessoas deixem de se vacinar. Por exemplo: muitos se negam a tomar a vacina contra a gripe imaginando que terão a doença", diz.
"As vacinas são extremamente seguras. Todas as vezes que nos deparamos com campanhas vacinais, crianças ou adultos com as vacinas em atraso, devem ser vacinados em um só tempo", comenta Gorinchteyn.
"A vacina é proteção e não o contrário. Outra afirmação errônea é achar que contrair doenças na infância (catapora, caxumba, rubéola) é bom. Isso é um erro. As crianças devem ser imunizadas porque essas doenças podem se agravar a ponto de incapacitar e, dependendo do caso, até matar", relata o infectologista do Hospital São Camilo.
"Existem estudos que mostram que as vacinas poupam mais de 3 milhões de vidas a cada ano, e poderiam poupar mais, se todos se conscientizassem da sua importância. Além de prevenir doenças graves, evitam dor e sofrimento além de redução dos custos com as doenças.", enfatiza Gorinchteyn.
Fonte: Redação Terra
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