5. AIDS/SIDA (1981 - Dia atuais)
Já matou 25 milhões de pessoas mundialmente

A epidemia não e homogênea com algumas regiões mais afetadas do que outras. Apesar das extenuante campanha global de prevenção o número de contaminações continua a crescer. A região do Sub-Saara africano continua sendo a mais afetada com 26,4 milhões de pessoas contaminadas, um milhão a mais do que em 2003. 64% de todos os contaminados no mundo vivem naquela região e 77% de todas as mulheres contaminadas. Em segundo lugar fica o sul e sudoeste da Ásia com 15% dos contaminados.
Os fatos-chave sobre a origem da AIDS ainda não estao bem claros, particularmente onde e quando a pandemia se iniciou, porém se imagina que tenha derivado de uma doença que afeta alguns primadas africanos.
4. Malária (1600 - Dia atuais)
Mata aproximadamente 2 milhões de pessoas por ano
Parasita da malária
A malária mata 2 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais freqüentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.
A malaria é uma das doenças infecciosas mais comuns e um enorme problema de saúde publica. O parasita e transmitido pela fêmea do mosquito Anopheles. Uma vez que o hospedeiro e infectado, o parasita passa a se multiplicar dentro das hemácias causando sintomas da anemia (dores de cabeças, falta de ar, taquicardia, etc.), e também sintomas gerais como febre, calafrios, náuseas. Os sintomas são parecidos com os da gripe e pode levar ao coma e morte.
A doença é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. É muito disseminado em zonas tropicais e subtropicais incluindo partes das Américas, Ásia e África.
3. Gripe Espanhola (1918 - 1919)
Matou 50 a 100 milhões de pessoas em menos de 2 anos

Entre 1918 e 1919 a epidemia de Gripe Espanhola matou mais pessoas do que Hitler, armas nucleares e todos os terroristas da história somados. No Rio de Janeiro, morreram 17 mil pessoas em dois meses. Os familiares, desesperados, jogavam seus mortos na rua com medo de contrair a doença.
A influenza espanhola era mais severa que a gripe comum, mas tinha os mesmos sintomas iniciais como garganta dolorida, dor de cabeça e febre. Mas comumente em muitos pacientes a doença progredia para algo muito pior do que espirros. Calafrios intensos e fatiga vinham acompanhados de fluido nos pulmões. Se a gripe passava do estágio de pequena inconveniência geralmente a pessoa já estava pré-destinada a morrer.
Mesmo hoje não há cura para o vírus Influenza. Tudo o que os médicos podiam fazer era deixar seus pacientes o mais confortáveis possível. A cor azulada na pele dos doentes evoluía para marrom ou roxo e seus pés ficavam pretos. Os “sortudos” se afogavam com o fluído nos pulmões. Os outros desenvolviam pneumonia bacteriana e agonizavam de uma infecção secundária. Como os antibióticos ainda não haviam sido inventados essa doença também não podia ser tratada.
2. Peste Negra (1340 - 1771)
Matou 75 milhões de pessoas no mundo todo
Peste negra é a designação por que ficou conhecida, durante a Idade Média, a peste bubônica, pandemia que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou em torno de 25 a 75 milhões de pessoas, pois alguns pesquisadores acreditam que o número mais próximo da realidade é de 75 milhões de pessoas, um terço da população da época.
A Peste Negra foi uma epidemia que atingiu a Europa, a China, o Oriente Médio e outras regiões do Mundo durante o século XIV (1347-1350), matando um terço da população da Europa e proporções provavelmente semelhantes nas outras regiões. A peste não só dizimou a população como largamente destruiu a brilhante civilização européia da baixa Idade Média, da construção das catedrais e do feudalismo, que foi substituída pela bastante diferente civilização das Descobertas e do Renascimento, logo que a população voltou a crescer. Durante o período de revolução que causou, instituições milenares como a Igreja Católica foram questionadas, novas formas de religião místicas e de pensar prosperaram e minorias inocentes como os leprosos e os judeus foram perseguidas e acusadas de serem a causa da peste.
A bactéria entra por pequenas quebras invisíveis da integridade da pele. Daí espalha-se para os gânglios linfáticos, onde se multiplica.
Após no máximo sete dias, em 90% dos casos surge febre alta, mal estar e os bulbos, que são protuberâncias azuladas na pele. São na verdade apenas gânglios linfáticos hemorrágicos e inchados devido à infecção. A cor azul-esverdeada advém da degeneração da hemoglobina. O surgimento dos bulbos corresponde a uma taxa média de sobrevivência que pode ser tão baixa como 25% se não for tratada. As bactérias invadem então a corrente sanguínea, onde se multiplicam causando peste septicêmica.
A peste septicêmica caracteriza-se pelas hemorragias em vários órgãos. As hemorragias para a pele formam manchas escuras, de onde vem o nome de peste negra. Do sangue podem invadir qualquer órgão, sendo comum a infecção do pulmão.
A peste pneumônica pode ser um desenvolvimento da peste bubônica ou uma inalação direta de gotas infecciosas expelidas por outro doente. Há tosse com expectoração sanguinolenta e purulenta altamente infecciosa. A peste inalada tem menor período de incubação (2-3 dias) e é logo de início pulmonar, sem bulbos. Após surgimento dos sintomas pulmonares a peste não tratada é mortal em 100% dos casos.
Mesmo se tratada com antibióticos, exceto se na fase inicial, a peste tem ainda uma mortalidade de 15%.
1. Varíola (430 aC - 1977)
Matou quase 500 milhões de pessoas apenas no século 20
A varíola sempre foi a causa de epidemias mortíferas.
O vírus da varíola é um Orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam seres humanos, com cerca de 300 nanômetros de diâmetro, o que é suficientemente grande para ser visto como um ponto ao microscópio óptico. Há somente outro vírus infectante no mundo todo com este tamanho. O seu genoma é de DNA e é dos mais complexos existentes.
O último caso registrado de varíola ocorreu na Somália em 1977 e o seu vírus hoje só é guardado em dois laboratórios governamentais bem vigiados, nos EUA e na Sibéria, Rússia.
Fonte: Tecnocientista