Alto astral

Estou sempre de bem com a vida e antenada em vários assuntos. Aqui só vale participar pessoas de bem com a vida. Sejam bem-vindos!

30/9/07

Evas ou Barbies?

O Antigo Testamento leva os cristãos à crença de que a mulher nasceu da costela do Adão. Controversas bíblicas e científicas a respeito do criacionismo humano à parte, a obsessão por formas perfeitas tem encorajado muitas "Evas" contemporâneas a tomarem atitudes extremas como a retirada da última costela em busca daquela cinturinha seca, de boneca.
O culto ao corpo, a necessidade de ficar com a imagem e semelhança da boneca Barbie, chega a ponto de induzir essas mulheres a um procedimento cirúrgico doloroso, invasivo e arriscado para a anatomia humana.
A Bíblia não revela qual costela o Criador teria tirado do homem para dar vida à mulher. Ironicamente, o que se vê hoje são algumas "Evas" da modernidade dispostas a abrir mão da 12ª costela, localizada na parte inferior do abdômen e mais próxima da cintura, ansiosas por exibir um contorno escultural.

Cirurgia pode causar deformações anatômicas

O médico ortopedista Ysao Yamamura , da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), disse que o ser humano é o resultado do desenvolvimento evolutivo de milhões de anos e que tal cirurgia pode causar deformações anatômicas. “Na 12ª costela há inserções de tendões dos músculos e isso mantém o equilíbrio dinâmico da coluna vertebral”.
Chefe da cirurgia plástica do Hospital de base e professor doutor da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), Antonio Roberto Bozola taxou como condenável a remoção da 12ª costela com finalidade estritamente estética.
Segundo Bozola são as pacientes com uma barriguinha um tanto saliente, mas que não chegam a serem obesas às que mais procuram por essas técnicas radicais para afinar a cintura. Casos capazes de serem resolvidos com segurança por meio de uma lipoaspiração tradicional, associada a exercícios físicos e dieta balanceada.
Retirar a última costela dura, em média, uma hora em centro cirúrgico e com a paciente desacordada, sedada por uma anestesia geral. Não é uma cirurgia reconhecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica por apresentar alto risco de complicações no pós-operatório e de morbidade.

   Pneumotórax

Para o médico cirurgião Fabrício Carvalho Torres, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutorando em células troncos da gordura pela USP, a gravidade da cirurgia existe pela 12ª costela ficar localizada na parte baixa do abdômen, uma área muito vascularizada que protege as vísceras laterais, passa por cima do fígado e, do lado esquerdo, se aproxima ao baço. “Tem a agravante dessa remoção de costela vir a causar uma perfuração no pulmão e levar a paciente a óbito por conta de um pneumotórax”, disse. 

      Cicatriz e dor

No pós-cirúrgico a pessoa sofre uma dor intensa abdominal que perdura entre 30 e 40 dias. Outro complicador é a enorme cicatriz que a paciente herdará após o procedimento, visível se usar biquíni.

   EUA e no México 

Segundo Torres há relatos de profissionais realizando essa técnica nos EUA e no México, mas ainda não há descrição em literatura científica de credibilidade que recomende este tipo de cirurgia com fins estéticos.
Diz a lenda que uma das pioneiras na retirada de costelas foi a atriz americana Cher, isso nos anos 90, mas até hoje a história ficou na base da fofoca porque ela nunca confirmou tê-la feito. Já a cantora mexicana Thalia extraiu as duas últimas costelas flutuantes e atribui a sua cinturinha mágica a tal cirurgia. 

             Brasil

No Brasil, Antonio Bozola do Hospital de Base disse ter assistido a cirurgias, para a retirada da última costela, conduzidas pela equipe do cirurgião plástico Jorge Miguel Psillakis (autor da abdominoplastia). Psillakis, em conjunto com os cirurgiões Erdulfo Appiani (de origem Argentina) e o espanhol Rafael de La Plaza, lançou na década de 80 nos EUA um livro sobre essa técnica.
Psillakis, cirurgião e professora da USP, disse à Vida&Arte que descrevera a abdominoplastia para corrigir deformações nas cartilagens costais, com a finalidade de atenuar assimetrias acentuadas do abdômen e desvio de umbigo no pós-parto.
Um procedimento, de acordo com ele, indicado para casos raros de mulheres que geraram seus bebês alojados com as cabeças sob as costelas do lado esquerdo. À procura de espaço, o feto faz com que as costelas inferiores da mãe sofram uma rotação para frente e para cima, de modo que a deformação fica mais acentuada bem na base do tórax.
A cirurgia perfeita, segundo ele, depende de vários fatores como a distância entre as últimas costelas e o osso da bacia, posição espacial dos músculos e a quantidade de depósito de gordura. “As costelas flutuantes auxiliam na respiração. Retirar algo que tem função para a vida por motivo estético não recomendo. É diferente do que fizemos e ainda usamos em casos raros, se existe essa deformidade pós-gravidez”, disse Psillakis.

Fonte: Vida&Arte
www.revistavidaearte.com.br

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29/9/07

Mulheres preferem os mais educados aos bonitos

Beleza não é fundamental para se tornar o homem dos sonhos das mulheres, segundo uma pesquisa da empresa britânica de etiqueta Debrett´s, que diz que boas maneiras são o que mais importa.

De acordo com o levantamento, realizado com mil homens e mulheres no Reino Unido, 63% das entrevistadas disseram que boas maneiras é a qualidade mais importante do homem ideal, enquanto 29% optaram por inteligência e apenas 2% privilegiaram a aparência.

O levantamento também revela que 87% das mulheres rejeitam a idéia de que ter boas maneiras é uma atitude antiquada, mas 80% acreditam que os homens precisam de ajuda para se tornarem mais finos.

Na opinião delas, o sexo oposto está perdendo cada vez mais as boas maneiras, com 52% dizendo que a falta de educação ocorria em um ambiente social e quase um quarto (23%) identificando comportamento inadequado no trabalho.

Já os homens que participaram da pesquisa disseram ter consciência do gosto feminino pela etiqueta masculina, mas justificaram seus atos com a confusão causada pela cortesania moderna.

Pagar a conta do jantar

A pesquisa foi divulgada juntamente com o lançamento do mais recente livro da Debrett´s, Manners for Men (Boas-maneiras para Homens, em tradução livre), que dá dicas de como adequar as boas-maneiras ao mundo moderno.

O livro fala, por exemplo, qual é a melhor forma de convidar uma mulher para sair, como se comportar na grande noite e como manter o relacionamento.

De acordo com o livro, para conhecer uma mulher em um bar, o homem não deve mandar um drinque com um bilhete por meio do garçom e sim ir conversar diretamente com ela.

Ao se vestir para o encontro, ele deve privilegiar um visual clean e interessante e evitar estampas de marcas de designers, calça de couro e camisetas com frases engraçadas.

O livro também recomenda que o homem chegue cedo ao encontro e, caso o atraso seja inevitável, ligue para avisá-la.

Pagar a conta do jantar geralmente também continua sendo a responsabilidade do homem, principalmente se foi ele quem fez o convite.

De acordo com o livro, também é aceitável segurar a porta aberta para uma mulher, mas não se deve fazer um grande estardalhaço, dizendo "primeiro as mulheres".

Se o homem quer ver a mulher novamente após o primeiro encontro, ele deve telefonar para ela no dia seguinte, e se estiver mesmo muito interessado, pode ligar assim que chegar em casa para agradecer pela noite agradável que teve com ela.

Fonte: Tecnocientista

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28/9/07

Dez coisas que as escolas não ensinam bem

Boas maneiras e habilidades sociais básicas como revezar são tão importantes ao sucesso das crianças na escola do que foco na leitura, escrita e aritmética, sugere um novo livro.

Os estudantes deveriam aprender habilidades da etiqueta juntamente com temas acadêmicos que os professores devem transmitir de acordo com os requisitos dos órgãos de educação oficiais, como diz o co-autor Stephen Elliott da Universidade de Vanderbilt (EUA).

As 10 habilidades que os estudantes precisam para ter sucesso de acordo com as pesquisas dos autores, com mais de 8 mil professores incluem:
                  

1. Ouvir aos outros

2. Seguir as etapas

3. Seguir as regras

4. Ignorar distrações

5. Pedir ajuda

6. Respeitar o momento do outro falar

7. Dar-se bem com os demais

8. Manter-se calmo com os outros

9. Ser responsável pelo seu comportamento 

10. Fazer coisas boas para os outros

“Se aumentamos as habilidades sociais vemos aumento proporcional em aprendizado acadêmico”, disse Elliott. “Isso não significa que as habilidades sociais os fazem mais inteligentes, mas sim que elas os tornam mais propensos a aprender.”

Crianças e professores do ensino fundamental valorizam a cooperação e o autocontrole, disse Elliot. Quando estes comportamentos são ensinados e reforçados menos crianças saem da linha e sobra mais tempo para o aprendizado. 
                  
O livro “The Social Skills Improvement System—Classwide Intervention Program”, algo como “O Sistema de Melhoria de Habilidades Sociais—Programa de Intervenção em Classe” em tradução livre, é baseado em uma pesquisa feita em 2006. Os autores descobriram praticamente a mesma lista de habilidades sociais quando eles fizeram esta pesquisa em 1989, disse Elliott. “A sociedade não mudou no que considera comportamentos sociais fundamentais”, ele disse.

O livro tem co-autoria de Frank Gresham da Universidade Estadual da Louisiana e inclui um programa de 10 semanas que educadores desde a pré-escola até a oitava série podem utilizar para ensinar as habilidades juntamente com assuntos acadêmicos.

Fonte: Tecnocientista

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27/9/07

Cerveja e os 10 maiores mitos

Cerveja normal ou light - As cervejas light têm em geral entre 90 a 100 calorias, contra as menos de 200 calorias das convencionais. Um amante de cerveja diz que a diferença é a mesma entre comparar um McDonalds com um Restaurante 5 estrelas. Os que buscam uma vida mais saudável e estão acostumados com dietéticos e light, dizem que a diferença é imperceptível. Portanto, a menos que você beba 300 cervejas por semana, opte por uma cerveja boa e convencional, nada de light.

Quanto mais escura é a cerveja, mais álcool contém - Nem sempre. A cerveja Guinness, por exemplo, é preta, e tem 4,2% de álcool. A cor da cerveja vem do malte torrado, o que não representa nada no teor alcoólico. Já os demais componentes são responsáveis pelo álcool, mas não influenciam na cor.

A cerveja fica com o gosto ruim se esquentar e gelar novamente - pode acontecer caso a cerveja passe pelo processo de gelar/descongelar por muitas vezes. Mas muitas pessoas acreditam que o gosto fica esquisito quando se gela uma cerveja que já foi gelada e voltou à temperatura normal. A cerveja pode estragar com o ar, a luz e o tempo. A temperatura não estragará sua cerveja a menos que seja extrema.

As cervejas dos EUA têm menos álcool que as demais - Algumas pessoas notam uma diferença no rótulo, sobre o teor alcoólico das cervejas comercializadas nos EUA. Os americanos usam a média de álcool por peso, enquanto os demais países adotam o padrão de álcool por volume. Uma vez que a cerveja pesa menos que a água, as cervejas americanas apresentam números menores, mas não menos álcool.

  A cerveja Guinness servida na Irlanda é melhor - O processo de fabricação da cerveja é de baixo custo, então porque essas marcas arriscariam sua reputação ao fabricar cerveja diferente para exportação? Não faz muito sentido, e não é verdade. Com raras excessões, a cerveja exportada é exatamente igual à local. A única diferença é o frescor devido ao tempo gasto na exportação.

   A cerveja não deveria ser amarga - O amargo da cerveja vem de um componente (presente em todas cervejas) responsável pelos maltes doces e que age como conservante. Algumas cervejas têm mais (como a India Pale Ales) e outras têm menos, caso da Wheat Beer.

  As melhores cervejas estão nas garrafas verdes - as garrafas escuras (em geral marrons) protegem muito mais a cerveja da luz do que as claras (verdes ou transparentes). O mito surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, quando os europeus consumiam cervejas importadas que eram produzidas e envasilhadas em garrafas verdes devido à escassez local.

As cervejas da Tailândia contêm formaldeído - Acredita-se que as cervejas fabricadas em Singha contêm na fórmula formaldeído. A explicação mais aceitável é que as cervejas fabricadas em Singha contêm muito mais álcool e são muito mais amargas. Quando soldados americanos ou ingleses bebiam na Tailândia, ficavam bêbados com maior facilidade e muito mais rápido do que costumavam, além de sentirem um amargo muito mais intenso. A explicação sugerida é que continha formaldeído em sua fórmula. Loucura.

A cerveja Corona é urina mexicana - Durante a década de ‘80, surgiu um rumor de que trabalhadores da fábrica de cerveja Corona (bem popular nos EUA) estavam urinando nos tanques das cervejas destinadas aos EUA. Certamente seria, no mínimo, desagradável, se fosse verdade. Mas como todo mito, isso causou transtornos para a fábrica - sua popularidade foi diminuindo entre os consumidores de cerveja americanos e quem se beneficiou com isso foi a Heineken. Peraí, e onde a Heineken entra na história? Ela foi a responsável por espalhar o rumor (aconteceu um caso similar a este aqui no Brasil, envolvendo a Coca-Cola e a Dolly). O responsável da Heineken admitiu a concorrência desleal e a Corona teve sua popularidade em alta novamente. Mas esse rumor é espalhado até hoje por todo o país!

  Mulheres não gostam de cerveja - Quem será que inventou isso?! Algumas mulheres bebem muito mais do que homens. Há milhares de casos em que a mulher agüenta beber muito mais do que o homem.

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26/9/07

Quando a traição não é mero acaso

De caso pensado

Quando a traição não é mero acaso, mas um plano muito bem arquitetado

Por Daniela Pessoa

  Tem gente que trai uma vez, sente a culpa e nunca mais repete o erro. Já outras pessoas fazem do ato um estilo de vida. Tudo por debaixo dos panos, é claro, porque infidelidade requer muita discrição, isto é, mentiras - ou, no mínimo, muitas omissões. Pois bem, alguns conseguem distinguir um tipo de traição de outra e, às vezes, é possível até relevar. No entanto, há quem não suporte ouvir a palavra T-R-A-I-Ç-Ã-O - ui, dá até arrepio! Quanto mais da boca do parceiro, se o danado se acusar. Tudo bem, todo mundo erra, todos têm seus dias ruins, a gente pisa na bola, mas, se foi de caso pensado, se o "crime" foi planejado nos mínimos detalhes… Aí, sai de baixo, é só uma questão de tempo até a farsa ser descoberta e o circo pegar fogo.
Os homens são educados a não desperdiçarem nenhuma chance de demonstrar sua masculinidade e sexualidade. Por isso, a tolerância com a traição masculina sempre foi maior do que com a feminina. Mas o mito ainda presente é de que os homens traem mais. Será? 

Freud explica

Para a traição, não existem justificativas, mas sim motivos já bastante conhecidos que levam a trair: necessidade de autoconfiança, vaidade, insatisfação no relacionamento, carência, aventura, status, vingança, trair para ter certeza que ama, porque a grama do vizinho é mais verde, pela sensação de liberdade, poder, perigo. São infinitos os motivos, mas a antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Mirian Goldenberg, autora de Infiel: notas de uma antropóloga (Editora Record), prefere ressaltar os culturais. "A cultura brasileira estimula a infidelidade. De acordo com a minha pesquisa, os homens se inserem no quadro de machistas, galinhas e infiéis. Mas a questão é que tanto eles quanto as próprias mulheres acreditam neste modelo de masculinidade e acabam por reforçá-lo", explica Mirian.

O sexólogo, terapeuta sexual e diretor do ISEXP (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), Celso Marzano, faz dessas as suas palavras, e acrescenta: "Os homens são educados a não desperdiçarem nenhuma chance de demonstrar sua masculinidade e sexualidade. Por isso, a tolerância com a traição masculina sempre foi maior do que com a feminina. Mas o mito ainda presente é de que os homens traem mais. Será?", diz Celso.

Segundo a psicóloga Olga Inês Tessari, sim, aparentemente quem trai mais é o homem, "Mas as mulheres estão se tornando mais independentes e, por isso, o número de traidoras vem crescendo bastante". Já para Celso Marzano, o sexo dito frágil passou a assumir uma postura diferente em relação à sua expressão sexual. Portanto, ninguém está livre do pecado: homens e mulheres estão, ambos, sujeitos a puladinhas de cerca.

Mas, de acordo com Roberto Andrade*, contador, elas são mais infiéis. "Se não traem mais, são as mulheres, pelo menos, que planejam mais. Homem vai por impulso, sabe? Nem pára para pensar e, quando vê, já está na cama com outra sentindo a pior culpa do mundo. A gente perde o sono, tem crises com a nossa consciência e, se traímos de novo, juro, não é nem pelo prazer, mas como um consolo para tanto sofrimento. Mulher não. Faz tudo de caso pensado.

Traição? Ah, normal

Para a psicóloga Olga Inês Tessari, outra questão importante é que a instituição do casamento está mudando. "Se antes era ‘cuidado, fulano(a) é divorciado(a)’, hoje já não tem tanta importância quem traiu ou quem foi traído(a). Infidelidade já não é algo tão condenável", ressalta a psicóloga. O advogado Mateus Resende* é o típico "traí, sim, e já fui traído também". "Não que eu ache legal, mas faz parte, entende? Às vezes você precisa de uma adrenalina a mais, de uma emoção mais forte. E também não dá para beijar, nem fazer sexo, com a mesma pessoa a vida inteira. É por isso que tenho relacionamentos extraconjugais e, é claro, planejo cada passo, porque amo demais a minha esposa e não quero que ela descubra", garante Mateus.

"E isso às vezes é bom", afirma a psicóloga Olga Tessari. "Encontros fortuitos podem muito bem servir para fortalecer a relação", garante. Verdade ou não, o que deixa Mara Duarte*, administradora, irritada é quando não há consenso. "Se o casal acha necessário trair, O.K., ótimo, porque os dois decidiram assim, mas um não tem o poder de decidir pelo outro. Foi por essa razão que me divorciei. O safado chegou a me propor um swing - troca de casais - sabendo que sou totalmente contra. Realmente, não dá para levar a vida com alguém que diz que te ama de dia e que, à noite, vira o rei da selva", pondera Mara.

Descobrindo a traição

Primeiro, faça um rápido diagnóstico da relação. "Relacionamentos monótonos, que caem na rotina, sem fantasia e imaginação, são convites ao adultério. Além disso, pessoas insatisfeitas ou com a auto-estima abalada e uma vida sem emoções tornam-se fragilizadas e, de certa, forma suscetíveis a novas situações que tragam adrenalina, excitação e sensações desconhecidas", avisa o sexólogo Celso Marzano. Segundo ele, se o relacionamento estiver ruim, com muitas discussões e agressões verbais, gerando muita ansiedade e tristeza, a traição também pode aparecer, nem que só como um pensamento passageiro na cabeça do parceiro. Daí para as vias de fato pode ser um pulo.

Se a suspeita anda te atormentando, chegou a hora de tirar a prova real. Todo homem ou mulher deixa pistas pelo caminho da traição, então não será muito difícil você perceber se está ou não sendo traída. Basta observar com atenção o comportamento do parceiro, que facilmente muda quando ele está sendo infiel.

                10 pistas de uma traição

- Expressão corporal: quando a gente mente ou engana, geralmente o corpo tende a nos denunciar. Encolhemos os ombros, piscamos muito e enrugamos a testa.

- Evidências: marcas no corpo, na roupa e cheiros estranhos.

- Telefonemas estranhos, sem explicação ou lógica, e, quando atendidos, geram nervosismo, tremores, mudança de tom de voz, ansiedade evidente e saída do ambiente.

- Mudança de comportamento e de atitudes no dia-a-dia.

- Mudança no horário de sair ou de chegar em casa.

- Disfunções sexuais: podem ter como causa a culpa, dor na consciência, etc.

- Sugestão, que não médica, do início de uso do preservativo.

- Vaidade: do dia para a noite, começa a passar mais perfume, comprar roupas novas e se matricula numa academia.

- Dinheiro: começa a esconder as contas ou passa a recebê-las no trabalho para esconder gastos suspeitos, números de telefone "estranhos" que chegam na cobrança etc.

- Ele ou ela se incomoda de ver você muito quieto(a). Pode ser culpa, medo de que você desconfie da traição.

Se o seu namorado ou marido apresentou alguns desses sinais, não se desespere. Pode ser alarme falso, mas vale uma investigada! No entanto, o importante é, acima de tudo, aprender a dialogar. "O DR (discutir a relação) e o DRS (discutir relacionamento sexual) assustam, mas é com o diálogo que se aprende a aceitar o outro como ele é, encontrando caminhos para a solução - e mesmo prevenção - de problemas", finaliza o sexólogo Celso Marzano.

Fonte: Bolsa de mulher

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25/9/07

Homem e banho quente não combinam

 

Durante anos, médicos advertiram homens com problemas de fertilidade que evitassem banhos quentes, sob a alegação de que a longa exposição à água em temperatura elevada poderia agravar ainda mais o problema. No entanto, o que até agora era apenas especulação, ganhou subsídio científico quando uma equipe de urologistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, divulgou o resultado de um estudo a respeito.

Com a finalidade de medir e documentar as possíveis extensões deste efeito, os pesquisadores escolheram homens que se submetiam regularmente a altas temperaturas no banho, seja de chuveiro ou de banheira. A constatação foi de que todos eles apresentavam sinais de infertilidade, com baixa produção e mobilidade de espermatozóides.

Mas o mais surpreendente para os pesquisadores foi observar a rapidez com que o problema pode ser revertido. Depois que os homens pararam de se expor a banhos quentes, metade teve “um significativo aumento de 491% do total dos espermatozóides móveis em um período de três a seis meses” após a mudança de atitude.

Entre os homens nos quais o problema não foi revertido, os especialistas acreditam que a culpa seja do tabaco, já que a maioria era de fumante crônico.

Fonte: Tecnocientista

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24/9/07

Nada de jogar fora

  Há quem não consiga descartar objetos antigos. Mas essa mania nem sempre é motivo de preocupação.

- Para o novo entrar, o velho tem que sair, reza o ditado popular. Muitos, porém, não levam isso a sério e têm mania de guardar peças antigas. Apegam-se a roupas, discos e até a móveis do passado. Vão acumulando tudo em casa, com muito saudosismo. Alguns têm até um quarto ou ambiente específico para guardar esses objetos que acabam virando fetiches.

A advogada Cláudia Guida, de 44 anos, guarda suas bonecas de infância, discos dos anos 70 e roupas, muitas roupas. São 21 bonecas Susi, cujos modelos datam de 1968, conservadas com suas roupinhas originais, impecáveis. Tanto que colecionadores já lhe ofereceram R$ 5 mil por uma delas, mas Cláudia não quis vendê-la. Hoje as bonecas ficam guardadas em um maleiro, mas ela gosta de saber que estão lá, bem cuidadas. "Até faria uma doação, mas para uma criança que soubesse cuidar de verdade delas."
  As memórias justificam o apego afetivo. "Tenho carinho. Foram importantes para mim, me fazem lembrar da minha infância, que foi tão gostosa." Cláudia também tem um armário cheio de roupas das décadas de 70, 80, 90… até hoje. E bijuterias dos mesmos períodos. "Recentemente, usei uma legging dos anos 80. Na moda, tudo volta." Mesmo as peças que nunca usa continuam em sua casa. "Tenho colares da época hippie, calças boca de sino. Tudo isso não deixa de ser uma informação de cultura."
Em seu apartamento, há uma estante que ocupa toda uma parede e acomoda cerca de 800 vinis - outra paixão. Apesar de ter comprado a maioria desses discos em CDs, conservou tudo da época em que era apaixonada por rock. "Tenho alguns vinis raros", conta ela, que costuma limpá-los cuidadosamente. "Hoje em dia é difícil ouvi-los. Mas gosto de fazer isso quando meus amigos vêm aqui. Eles revivem uma época que alguns quase já esqueceram."

Cláudia diverte-se contando que seus sobrinhos dizem que ela é uma "memória viva". "Não vivo do passado. Adoro o presente, a tecnologia, sempre aprendo coisas novas. Mas não vejo problema em cuidar bem dessas peças que têm muito valor afetivo para mim."

      TRÊS GERAÇÕES

A fixação da estudante de moda Ana Paula Fortes Veiga Ribeiro, de 24 anos, são roupas e sapatos. Ela mora na capital paulista com o pai. Mas na casa da mãe, em Iguape, no litoral sul de São Paulo, deixa peças que vem acumulando desde os 12 anos. Esse baú de memórias não caberia no apartamento onde mora. "Meu pai vai para lá todo final de semana e sempre peço para ele me trazer algo", conta.

Há um sótão na casa da mãe, de cerca de 150 metros quadrados, com armários e maleiros. Tudo foi projetado já se pensando na quantidade de roupas e quinquilharias diversas, acumuladas não só por Ana Paula, mas também por sua mãe, que guarda tecidos, revistas, roupas e aviamentos. "Não jogamos nada fora. Tem até meus brinquedos antigos lá", conta a filha.

Ana Paula tem cerca de 100 pares de sapatos, e sua mãe, uns 300. "Recentemente usei um par de verniz antigo." As antigas revistas de moda ela garante que usa como referência em seus trabalhos de faculdade. No apartamento de São Paulo, há um armário de cinco portas onde guarda pertences seus. "Meu pai acha isso uma palhaçada", diz Ana Paula, que ainda usa uma parte do armário dele. Talvez seja uma herança de família: foi sua avó materna quem começou com a mania de guardar tudo. "Ela era muito pobre e, depois que se casou e melhorou de vida, não conseguia se desfazer de nada."

A funcionária pública aposentada Maria Cecília Perretti Russi, de 59 anos, tem mania de guardar móveis e peças decorativas. Na chácara onde mora com o marido e os filhos, em Itapeva, interior de São Paulo, há um quartinho no meio do jardim só para suas peças antigas - móveis, objetos de decoração, louças, bibelôs, recortes de revistas, cadernos de receitas de família e até botões. "Sou muito voltada para o passado", fala ela, que começou a guardar objetos desde que se casou, há 33 anos. "Costumo achar que tudo tem conserto, não gosto da idéia de jogar as coisas fora."

     NOSTALGIA

Os psicólogos avaliam essa mania de guardar coisas antigas como uma dificuldade de lidar com perdas. Mas o simples fato de acumular objetos como lembranças do passado não representa nenhuma patologia. Para a psicóloga Rosa Maria Macedo, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tudo depende da personalidade e experiências pessoais. "Por outro lado, guardar tudo pode indicar uma dificuldade para renovar a vida", observa. "É como se essas pessoas quisessem prolongar as coisas boas, conservando esses objetos que um dia lhes foram úteis. Isso tem a ver com rigidez e dificuldade para mudar, ou até uma insegurança em relação às situações novas."
Acumular coisas só representa um problema se começa a interferir na vida pessoal. "Quando, por exemplo, a pessoa enche o espaço útil e não tem mais área para novas aquisições." A psicóloga lembra do caso, divulgado pela mídia há um ano, da senhora que guardava até lixo em casa, como - neste caso sim - algo doentio.

O psiquiatra Miguel Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é da mesma opinião. "Isso se torna um problema apenas quando prejudica a atividade cotidiana - trabalho, estudo e relacionamentos - e toma o papel primordial na vida da pessoa", fala. "Quando se torna uma patologia, a mania está relacionada ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). É um dos sintomas possíveis."

Fonte: Suplementos Feminino

Fabiana Caso - O Estado de S.Paulo

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23/9/07

O princípio do bem e mal partiu de Adão e Eva?

  A questão das mudanças de nossas avaliações é um dos pontos centrais para o entendimento do bem e do mal.

Malinovsky, etnólogo polonês, estudando a moral sexual dos selvagens australianos, chegou à conclusão de que tudo o que entre nós é considerado válido e até santo, lá é considerado mal. Embora haja uma moral objetiva, traçada pelas leis divinas, só captamos o que nossa visão interior consegue abarcar. O valor das coisas está constantemente alterando-se, principalmente devido à educação cultural dos diversos povos. O valor, por sua vez, pode ser entendido como: valor moral (refere-se à ação); valor estético (refere-se ao dever-ser); valor religioso (refere-se ao sentimento de temor ou de confiança na divindade). Sendo assim, um fato pode ser analisado, respectivamente, como proveniente de uma ação má, feia ou "pecaminosa".

De acordo com a Doutrina Espírita, o problema do bem e do mal está relacionado com as leis de Deus e o progresso alcançado pelo Espírito ao longo de suas várias encarnações.

      O mal não pode ter origem em Deus
Muitos pensam que Deus, que é o criador do mundo e de tudo o que existe, também é o criador do mal. Para tanto, as religiões dogmáticas elaboraram uma série de raciocínios sobre a demonologia, ou seja, o tratado sobre o diabo. Baseando-nos nessas imagens, seríamos forçados a crer que existem dois deuses, digladiando-se reciprocamente. A lógica e os ensinamentos espíritas apontam-nos, porém, para a existência de um único Deus, que é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Como um de seus atributos é ser infinitamente bom, Ele não poderia conter a mais insignificante parcela do mal. Assim, Dele não pode provir a origem do mal. Mas o mal existe e deve ter uma origem. Onde estaria? (Kardec, 1975, cap. III)

   A causa do mal
O mal existe e tem uma causa. Há, porém, males físicos e morais. Há os que não se pode evitar (flagelos) e os que se podem evitar (vícios.) Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. No que tange aos flagelos naturais, o homem recebeu a inteligência e com ela consegue amenizar muito desses problemas.

No sentido moral, o mal só pode estar assentado numa determinação humana, que se fundamenta no livre-arbítrio. Enquanto o livre-arbítrio não existia, o homem não cometia o mal, porque não tinha responsabilidades pelas suas ações. Conforme os amigos espirituais foram nos facultando tal liberdade, tivemos que fazer escolhas e com isso errar e conseqüentemente praticar o mal.

O princípio do bem e do mal
O bem e o mal como princípios podem ser encontrados no livro da natureza. O conhecimento deles requer experiência. Tomemos as figuras de Adão e Eva. Eles comeram o fruto proibido, instigados pela serpente. Para conhecerem o bem e o mal, tiveram de prová-los. Mas Adão pode ter pensado: não vou ligar para isso, pois foram a serpente e a Eva que me tentaram. Porém, nesse momento, Deus passa-lhe a noção de responsabilidade. A "consciência moral" começa com a responsabilidade.

Não nos detenhamos apenas em praticar atos de caridade; sejamos também caridosos. Auxiliemos o próximo, não por uma espécie de convenção social, mas como um arroubo que parte do íntimo de nosso coração.

Fonte: KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB.

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22/9/07

Qual é a maior estupidez brasileira?

Começa nesta semana um programa gerido por médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para diminuir o espantoso número de estudantes que, por causa de doenças simples de serem tratadas, têm dificuldades nas escolas. O programa é patrocinado pela prefeitura de São Paulo, previsto para atingir todos os alunos da rede municipal.

Faz dois meses que os médicos da Unifesp (antiga Escola Paulista de Medicina) desenvolvem um piloto numa escola e encontraram uma galeria de horrores. É como se crianças estivessem apodrecendo por falta de tratamento médico. Algumas doenças são de fácil resolução como baixa acuidade visual e de audição. A taxa de sobrepeso é de 30%; 60% têm cáries.

O que os médicos estão constatando ocorre em todas as escolas brasileiras - e ocorre porque não se consegue um melhor entrosamento entre as áreas de educação e saúde. Estamos falando aqui de um problema que, segundo as estatísticas, atinge 40% dos alunos da rede pública. Ou seja, algo como 25 milhões de estudantes. Sei de meninos tratados como surdos, mas que não limpavam o ouvido. E de outros considerados retardados pelos professores, mas que tinham distúrbios psicológicos provocados pela violência doméstica. Há disléxicos considerados burros. Ou anêmicos chamados de preguiçosos.

Não é fácil eleger a maior imbecilidade brasileira, tamanha a oferta de candidaturas. Pelo impacto social, meu voto vai pela falta ou precariedade de programas de saúde escolar. Só um estúpido completo é capaz de imaginar que vamos melhorar nossos indicadores educacionais com crianças que não ouvem e não enxergam direito.
                      
PS- Se Gilberto Kassab conseguir tocar esse projeto, terá realizado sua maior contribuição à cidade de São Paulo. Muito maior do que a Cidade Limpa que, apesar de seus méritos, é uma obra de fachada. Não existe pior poluição do que a falta de saúde e a falta de educação. Se bem sucedido (o que, em se tratando de poder público, é sempre uma dúvida), a Unifesp poderá disseminar esse modelo em todas as grandes cidades, onde, em geral, a saúde escolar é, quando existe, pífia.

  Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às terças-feiras.

E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

 

Fonte: Folha online

http://www.folha.uol.com.br/

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21/9/07

Beber água demais faz mal

Água para matar a sede, para melhorar a saúde e para emagrecer. Todos esses conceitos populares ajudam a pensar que quanto mais água bebemos melhor. Mas os cientistas dizem que a antiga fórmula está errada.

Um recente estudo hispano-americano indica que o consumo excessivo de água até prejudica a saúde.

Segundo o Centro Superior de Investigações Científicas da Espanha e o Instituto de Medicina dos Estados Unidos, “há recomendações para a quantidade diária que o corpo necessita, mas afirmar que um ser humano requer oito copos de água por dia como regra geral não tem nenhuma base científica”, explicou o diretor do comitê espanhol, Alberto Casteller.

O estudo indica que, em média, uma mulher deve ingerir diariamente uns 2,7 litros e um homem cerca de 3,7 litros. Mas nessa contagem entram todos os tipos de bebidas e até alimentos que contém água. O restante sobra. Para cada caso é preciso considerar a temperatura ambiente, o tipo de atividade diária e se há prática de exercícios físicos.

Sem emagrecimento

Os cientistas confirmam muitos dos conhecidos benefícios da água - fortalecimento de pele, unhas e cabelos porque hidrata e permite a eliminação de toxinas. Mas certos mitos como o emagrecimento acabaram rechaçados.

O estudo também alerta para o perigo dessa crença. Destaca o aumento dos casos de anorexia porque muitas pessoas estão ingerindo mais água em substituição a outros alimentos.

“Essa moda está se transformando em um problema grave. Nosso corpo tem 70% do peso em água. Para uma pessoa normal beber água constantemente não tem muita transcendência, mas para certos casos pode ser um risco mortal. Para quem tem pouco peso, há uma tendência à intoxicação por água. A redução de sódio abaixo do limite provoca tremores, confusão, perda de memória e pode haver colapso e morte”, explicou o cardiologista Juan José Rufilanchas, chefe de cirurgia da Clínica Ruber, de Madri.

No processo de excesso de ingestão de água há uma reação anormal das células do cérebro. Como o líquido é mais do que o corpo está acostumado e necessita, os rins demoram mais tempo para filtrar.

Até completar a absorção, as células se incham e podem levar a transtornos nervosos, coma e morte.

Nos casos de anorexia que atingem entre 0,5% e 1% das mulheres de 14 a 25 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde, há trastornos psíquicos, infecções graves, inflamações intestinais. A recomendação é de consumir água mais 45 nutrientes presentes em alimentos.

     Problemas cardíacos

Quem tem problemas cardíacos corre o risco sofrer edemas por beber água demais. “Os doentes cardiovasculares precisam de diuréticos para evitar água e sal. Não tem sentido beber mais. Mas aumentam o consumo pela crença e modismo de que todos temos que beber mais água porque melhora a saúde. Veja que barbaridade”, disse Rufilanchas.

Os cientistas espanhóis e americanos usaram como exemplo a maratona de Boston de 2002 para confirmar o perigo do excesso de ingestão de água.

Segundo o estudo, 488 atletas foram submetidos a um exame de sangue antes e depois da corrida. Dos que fizeram o teste e chegaram à meta à beira de um desmaio, cerca de 65% tinha baixo nível de sódio por ter bebido água demais.

Médicos e cientistas, entretanto, ressaltam que água na medida certa é positiva. A falta de hidratação afeta o metabolismo. No caso de idosos, a porcentagem corporal cai até os 50% do peso e é responsável por problemas gastrointestinais, cardiovasculares, renais, ósseos, hematológicos e endocrinológicos.

  Sobre a quantidade diária a beber, recomendam “ouvir o corpo”, beber quando a sede aparecer.

Fonte: BBC

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